Nascido em Santos no ano de 1977, tive o primeiro contato com a fotografia por meio dos meus pais. Lembro com saudades das fotos impressas e colocadas em pequenos álbuns, dos slides das viagens deles da época em que eu nem era nascido ainda, das revistas National Geographics que me ajudaram em vários trabalhos escolares e de alguns livros sobre fotografia. Entre esses materiais, estava uma câmera Pentax KX e lente 35mm que até me acompanhou por um tempo.
No entanto, a fotografia, como encaro hoje, iria esperar alguns vários anos...
Em 1995, saí de Santos e fui para São Carlos fazer faculdade no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo - sim, minha primeira paixão é a computação. Lá estudei, servi o exército, me formei, fiz mestrado, trabalhei, fiz muitas amizades, fui sócio de empresa, escrevi um livro sobre programação, comecei a lecionar em faculdades, me casei e também, claro, tirei várias fotos no decorrer do tempo - muitas delas com aquela Pentax KX. Foram muitas "aventuras" até que...
Em 2007, me mudei para São Paulo pois havia passado em um concurso público - algo do qual, confesso, fugi por um bom tempo (dos concursos e de São Paulo). Nesta cidade que me acolheu e que aprendi a amar, creio que o mais marcante foi o amadurecimento das minhas atividades profissionais, além da volta às salas de aulas para lecionar programação em algumas faculdades, ocupação que realizo com muito carinho até hoje, mas de forma particular.
Contudo, faltava algo no que eu costumo chamar de "meu mar cartesiano". A Fabiana, minha esposa, é quem notou que este algo poderia estar na fotografia e me incentivou a fazer um curso para aprimorar e ter um contato mais intenso com o que, até então, era um hobby! Foi assim que, em 2014, fiz minha inscrição no Instituto Internacional de Fotografia para um ano incrível de muitos aprendizados, amizades e descobertas...
Creio que a principal delas foi que a fotografia me coloca em um estado meditativo em que posso perceber melhor meus sentimentos e emoções, ajudando a aprender um pouco mais sobre mim mesmo e em como eu percebo o mundo. Por isso, ela passou a fazer parte do meu processo de autoconhecimento.
Mas, também descobri como poderia transmitir para outras pessoas o que eu estava sentindo naquele momento de congelar uma fatia de tempo e de vida. Desde esse momento, percebi que queria compartilhar com outras pessoas, por meio de fotografias autorais, assuntos que instigam o meu olhar e provocam minha alma.
Foi assim que nasceu este projeto de fotografia fine art onde procuro materializar minhas fotos em quadros para que você possa levá-las para algum cantinho seu! Será uma honra!
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